O meu conceito de saúde é antropológico. Se me for queixar ao médico "senhor doutor, não tenho vontade de fazer nada lá em casa. Tenho tudo sujo, deorganizado, não gosto de estar naquele ambiente, mas não consigo fazer nada, porque não tenho vontade", provavelmente sairia da consulta com uma prescrição de anti-depressivos. A solução, evidente para qualquer um, está numa simples aquisição de serviços de limpeza... que não é prescritível. É por isso que não vou ao médico: porque a solução para o meu caso, que existe, não está disponível.
Só preciso que a casa seja limpa... O serviço de voluntariado também não abrange estes casos, difíceis de entender.
Lá terei de aguardar para amanhã, a ver se a vontade me anima o corpo e a esfregona.
Dedico este hino a todos os profissionais que lidam com casos idênticos ao meu. Há estados da alma que apenas precisam de ser entendidos, para deixarem de ser doença.
Pedras do meu chão
As histórias das pedras do meu chão
sábado, 15 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Retalhos de árvore
Um grande estrondo vindo da rua. Saímos porta fora, sob a chuva de alfinetes e após 5 minutos em que nada vimos de diferente, vimo-lo, ainda majestoso, simplesmente caído no solo.
Haviam frutos a mais e os troncos centenários não aguentaram o peso da nova vida.
Não há dúvida na escolha entre a mãe-vida e a vida que aí vem. A natureza é sábia na orientação.
Só agradeço não termos levado com tanta sapiência em cima, claro.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Desgraças
Há pessoas que passam a vida a pedir ajuda aos santos todos que conhecem: "Ai Nossa Senhora de Fátima, ajude-me", "meu Deus, ajudai-me nesta hora tão difícil", etc, etc... e como continuam pela vida fora sem nunca desistir deste recurso, devo concluir que são efectivamente socorridas.
Tenho imensa curiosidade no tipo e forma de organização do "Olimpo", para conseguir acudir a toda esta gente, atempadamente.
Já pensei num sistema de benefícios e recompensas que dependam do número de casos socorridos com sucesso; num sistema de gestão de desgraças individuais e/ou colectivas, catalogadas segundo a dimensão da desgraça, a população-alvo, etc, que garanta o empenho dos ditos salvadores.
Uma coisa é certa: pelo aumento de desgraças, nenhum deles tem o emprego em perigo. Já pensei mesmo que uns especializam-se em fazer acontecer desgraças, outros em remediá-las, à sememlhança do que acontece com os vírus informáticos.
Então não haveria de ser o homem uma semelhança de Deus?!
Tenho imensa curiosidade no tipo e forma de organização do "Olimpo", para conseguir acudir a toda esta gente, atempadamente.
Já pensei num sistema de benefícios e recompensas que dependam do número de casos socorridos com sucesso; num sistema de gestão de desgraças individuais e/ou colectivas, catalogadas segundo a dimensão da desgraça, a população-alvo, etc, que garanta o empenho dos ditos salvadores.
Uma coisa é certa: pelo aumento de desgraças, nenhum deles tem o emprego em perigo. Já pensei mesmo que uns especializam-se em fazer acontecer desgraças, outros em remediá-las, à sememlhança do que acontece com os vírus informáticos.
Então não haveria de ser o homem uma semelhança de Deus?!
terça-feira, 15 de abril de 2008
César e Brutus
quarta-feira, 9 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
No campo
Este fim de semana foi radical: havia lêveda por utilizar e o pão tinha acabado... Sábado, às 9 da manhã, pus mãos à obra.
Tender, voltar a levedar. Pôr outros alimentos a assar, porque o forno é grande e há que economizar energia e diminuir o cansaço da preparação diária de refeições durante a semana. E de repente... está tudo feito.
O borrego já se foi: só resta a galinha ou a pá de porco.
quarta-feira, 26 de março de 2008
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