segunda-feira, 19 de maio de 2008

Retalhos de árvore


Um grande estrondo vindo da rua. Saímos porta fora, sob a chuva de alfinetes e após 5 minutos em que nada vimos de diferente, vimo-lo, ainda majestoso, simplesmente caído no solo.

Haviam frutos a mais e os troncos centenários não aguentaram o peso da nova vida.

Não há dúvida na escolha entre a mãe-vida e a vida que aí vem. A natureza é sábia na orientação.

Só agradeço não termos levado com tanta sapiência em cima, claro.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Desgraças

Há pessoas que passam a vida a pedir ajuda aos santos todos que conhecem: "Ai Nossa Senhora de Fátima, ajude-me", "meu Deus, ajudai-me nesta hora tão difícil", etc, etc... e como continuam pela vida fora sem nunca desistir deste recurso, devo concluir que são efectivamente socorridas.

Tenho imensa curiosidade no tipo e forma de organização do "Olimpo", para conseguir acudir a toda esta gente, atempadamente.

Já pensei num sistema de benefícios e recompensas que dependam do número de casos socorridos com sucesso; num sistema de gestão de desgraças individuais e/ou colectivas, catalogadas segundo a dimensão da desgraça, a população-alvo, etc, que garanta o empenho dos ditos salvadores.

Uma coisa é certa: pelo aumento de desgraças, nenhum deles tem o emprego em perigo. Já pensei mesmo que uns especializam-se em fazer acontecer desgraças, outros em remediá-las, à sememlhança do que acontece com os vírus informáticos.

Então não haveria de ser o homem uma semelhança de Deus?!