segunda-feira, 19 de maio de 2008

Retalhos de árvore


Um grande estrondo vindo da rua. Saímos porta fora, sob a chuva de alfinetes e após 5 minutos em que nada vimos de diferente, vimo-lo, ainda majestoso, simplesmente caído no solo.

Haviam frutos a mais e os troncos centenários não aguentaram o peso da nova vida.

Não há dúvida na escolha entre a mãe-vida e a vida que aí vem. A natureza é sábia na orientação.

Só agradeço não termos levado com tanta sapiência em cima, claro.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Desgraças

Há pessoas que passam a vida a pedir ajuda aos santos todos que conhecem: "Ai Nossa Senhora de Fátima, ajude-me", "meu Deus, ajudai-me nesta hora tão difícil", etc, etc... e como continuam pela vida fora sem nunca desistir deste recurso, devo concluir que são efectivamente socorridas.

Tenho imensa curiosidade no tipo e forma de organização do "Olimpo", para conseguir acudir a toda esta gente, atempadamente.

Já pensei num sistema de benefícios e recompensas que dependam do número de casos socorridos com sucesso; num sistema de gestão de desgraças individuais e/ou colectivas, catalogadas segundo a dimensão da desgraça, a população-alvo, etc, que garanta o empenho dos ditos salvadores.

Uma coisa é certa: pelo aumento de desgraças, nenhum deles tem o emprego em perigo. Já pensei mesmo que uns especializam-se em fazer acontecer desgraças, outros em remediá-las, à sememlhança do que acontece com os vírus informáticos.

Então não haveria de ser o homem uma semelhança de Deus?!

terça-feira, 15 de abril de 2008

César e Brutus


Não sei se tenho um pintor em casa, mas acho que tenho um cartoonista. O que acham? As mãos ainda têm de ser melhor estudadas, mas o filhote fez cá uma evolução!!!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mar nostrum

Pão nosso de cada dia...

segunda-feira, 31 de março de 2008

No campo

Este fim de semana foi radical: havia lêveda por utilizar e o pão tinha acabado... Sábado, às 9 da manhã, pus mãos à obra.
1 hora mais tarde, resolvi dar descanso à massa...
Encher o forno de lenha e ... acendê-lo.
As chamas tomaram conta de tudo!
Tender, voltar a levedar. Pôr outros alimentos a assar, porque o forno é grande e há que economizar energia e diminuir o cansaço da preparação diária de refeições durante a semana. E de repente... está tudo feito.
... Tudo na mesa...

O borrego já se foi: só resta a galinha ou a pá de porco.

Quem quiser aparecer...
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quarta-feira, 26 de março de 2008

Loiro... ou moreno?


O não-jardim


No meu chão há poucos jardins. Chamo "meu" à ideia que tenho dele, porque a posse é uma ideia, é claro.
No chão que não é jardim, que é quase tudo, crescem árvores, ervas, na ordem e na medida certa, e a vida acontece.

terça-feira, 25 de março de 2008

Rocha-mãe















As histórias do meu chão
estão gravadas nas rochas
apenas as lê quem
por lá
ou por cá
passa

Umas grandes, outras pequenas
todas com histórias para contar
as pedras do meu chão
não sabem falar